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Cadastro biométrico vai além das eleições e amplia segurança em diversos serviços

Eleitorado com biometria já atinge 135 milhões e avança no país

O número de eleitoras e de eleitores com biometria cadastrada no país saltou de 118 milhões em outubro de 2022 para 135 milhões em outubro de 2025. O crescimento de 14% representa mais de 16 milhões de novos registros biométricos em três anos, reforçando a segurança e a modernização do processo eleitoral brasileiro.

Atualmente, mais de 155 milhões de pessoas estão aptas a votar. Já 19,4 milhões ainda precisam realizar o cadastramento biométrico, o que equivale a 12,57%. Para estimular essa ação, a Justiça Eleitoral promove campanhas periódicas que demonstram a importância da iniciativa.

Por que é importante cadastrar?

Conhecida principalmente pelo uso nas eleições, a biometria tem se consolidado como uma importante ferramenta de identificação em diferentes áreas da vida cotidiana. O recurso, baseado em características únicas de cada pessoa — como impressões digitais e reconhecimento facial —, oferece mais segurança, agilidade e confiabilidade em serviços públicos e privados.

No setor financeiro, por exemplo, a biometria já é utilizada para autenticar transações em caixas eletrônicos e aplicativos bancários, dispensando o uso de senhas complexas e reduzindo o risco de fraudes. Na área da saúde, o cadastro biométrico permite unificar informações, evitar duplicidade de prontuários e garantir que benefícios e atendimentos sejam destinados ao titular.

O recurso também tem aplicações em programas sociais do governo federal, assegurando que auxílios sejam pagos apenas a quem tem direito. É o cadastro da biometria que permite também o acesso a diversos serviços públicos, como a obtenção do Selo Ouro no aplicativo gov.br, a consulta a informações e acesso a facilidades na Receita Federal, como declaração pré-preenchida e prioridade para a restituição. Além disso, permite a identificação para o alcance de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como prova de vida, auxílio-doença e aposentadoria.

Em aeroportos e fronteiras, os sistemas de biometria aceleram os procedimentos de embarque e imigração, aumentando a eficiência e a segurança dos viajantes.

Contribuição para a ICN e para as eleições

As pessoas que realizam o cadastro da biometria na Justiça Eleitoral contribuem diretamente para a base de dados da Identificação Civil Nacional (ICN), sistema sob a gestão do TSE que unifica a identificação das brasileiras e dos brasileiros, usando o número do CPF como chave para o cruzamento dos dados biométricos e a prestação de serviços.

O cadastro garante que, no dia da eleição, a pessoa que esteja votando na urna eletrônica seja realmente a titular desse direito. A medida impede também que a pessoa se registre mais de uma vez no cadastro eleitoral.

A eleitora ou o eleitor que tem biometria na Justiça Eleitoral pode utilizar o e-Título, a via digital do título de eleitor, com acesso via celular, para se identificar no momento de votar. No entanto, o e-Título só vem com fotografia quando a eleitora ou o eleitor registra os dados biométricos.

Confira as estatísticas do eleitorado.

Avanço expressivo em grandes unidades da Federação

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram o crescimento da biometria no período de outubro de 2022 a outubro de 2025. São Paulo registrou mais de seis milhões de novos eleitores com biometria cadastrada na Justiça Eleitoral; Minas Gerais, mais de três milhões; e o Rio de Janeiro ultrapassou 2,7 milhões. Juntos, os três estados responderam por quase 70% do crescimento nacional no período.

Gratuidade e facilidade

O cadastro da biometria é feito de forma fácil e gratuita, a qualquer tempo e não só próximo das eleições. Antes, porém, é necessário consultar a situação do título de eleitor e verificar se a biometria já foi coletada. A consulta pode ser feita pelo e-Título emitido, que indicará se houve ou não coleta de dados biométricos; por meio do sistema de Autoatendimento Eleitoral (opção 7) do TSE ou diretamente no cartório eleitoral mais próximo da sua residência. Antes de ir a uma unidade da Justiça Eleitoral, verifique se é necessário agendamento prévio para o atendimento.

Passo a passo

A coleta da biometria dura, em média, de dez a 12 minutos. Durante esse tempo, um representante da Justiça Eleitoral confere os dados da eleitora ou do eleitor e atualiza o cadastro no sistema, além de confirmar o local de votação. Logo após, é feita a coleta da assinatura — que não é exigida de quem não sabe ler ou escrever ou tem dificuldade de escrita — e das impressões digitais (de todos os dedos das mãos direita e esquerda). Por último, é feita uma fotografia da eleitora ou do eleitor. 

Com a coleta concluída, o atendente imprime o Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE), para que a eleitora ou o eleitor confira os dados.

Fonte: TSE

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