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ITI Tech #5 debate identificação segura desde o nascimento e apresenta soluções de biometria neonatal

O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) realizou, na tarde de quarta-feira (25), a quinta edição do ITI Tech. A iniciativa integra a agenda de debates da autarquia e tem como objetivo fomentar o intercâmbio de conhecimentos e experiências sobre tecnologias emergentes, reunindo especialistas de diferentes áreas e instituições. 

Nesta edição, o tema em destaque foi “Identificação segura desde o nascimento: biometria neonatal inovadora como proposta de política pública”, com apresentações conduzidas por representantes da empresa Griaule: o presidente e fundador, Iron Daher, e o diretor de Operações, Alexandre N. Rodrigues; além da perita criminal da Polícia Científica de Santa Catarina, Aline Teixeira. 

O diretor de Tecnologias de Identificação do ITI, Eder Eustáquio Alves, também moderador, destacou a relevância do debate e o papel estratégico da inovação na instituição. 

“A inovação está no nosso DNA, é algo intrínseco ao ITI. O que vemos agora é esse movimento de consolidar essa vocação, institucionalizando a inovação. Diante dos avanços que estamos alcançando, temos uma oportunidade de transformar essa aptidão natural em algo perene dentro do Instituto,” compartilhou. 

A programação foi iniciada pelo CEO da Griaule, Iron Daher, que apresentou a trajetória da empresa, suas certificações, cases de sucesso e a evolução da identidade digital ao longo do tempo. Ele também destacou o protagonismo do Brasil no cenário de governo digital. 

“São mais de 20 anos de inovação, esforço e dedicação para levar o Brasil ao mundo. Estamos vivendo um momento de transformação acelerada, em que a inteligência artificial não apenas evoluiu, mas voltou a revolucionar processos. Isso nos permitiu avançar na identificação neonatal de uma forma antes impossível, com uma solução única, inovadora e prática”, afirmou. 

A tecnologia mencionada é a solução da Griaule voltada à identificação biométrica de recém-nascidos e crianças por meio de inteligência artificial e smartphones. 

Segundo o diretor Alexandre N. Rodrigues, o desenvolvimento da ferramenta está diretamente ligado a um desafio global. 

“Nosso propósito é possibilitar que bilhões de pessoas tenham identidade. Estima-se que cerca de um bilhão de pessoas no mundo não possuam identificação formal, e uma parcela significativa ainda não atingiu a idade adulta. Diante desse cenário, pensamos no setor da saúde como um vetor estratégico”, explicou. 

Durante sua apresentação, o executivo abordou os impactos sociais da solução, como a proteção infantil, o fortalecimento do vínculo familiar, a localização de pessoas, o combate ao sub-registro e a prevenção de fraudes. Também destacou os diferenciais da ferramenta, cuja arquitetura foi desenvolvida para operar em diferentes contextos e equipamentos de saúde. 

A perita criminal Aline Teixeira apresentou os resultados práticos da aplicação da tecnologia, evidenciando sua eficácia por meio de dados e experiências em campo. Foram demonstrados histogramas de coleta, altas taxas de reconhecimento, consistência temporal, além da interface do aplicativo e dos dispositivos utilizados. 

“Visitamos famílias cerca de um mês após a emissão da CIN. Mesmo com as mudanças naturais dos bebês, crescimento e alterações físicas, o sistema conseguiu reconhecer corretamente os rostos. Isso é extremamente significativo para nós, técnicos, mas também precisa ser analisado sob a perspectiva das famílias e da sociedade.” 

Nesta edição, o foco principal foi a identificação biométrica neonatal como ferramenta estratégica para fortalecer políticas públicas e ampliar a segurança e a cidadania desde os primeiros momentos de vida. A tecnologia se destaca pela eficácia, agilidade e conforto oferecidos a mães, recém-nascidos e profissionais de saúde. 

A proposta evidencia o potencial da biometria neonatal em relação aos modelos tradicionais, bem como suas aplicações em áreas como segurança pública, saúde, identificação civil precoce, direitos humanos e proteção de dados, além de contribuir para a rastreabilidade, transparência e eficiência administrativa. 

Fonte: ITI

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