Crime cibernético

Elevada automação na economia digitalizada expõe a produção de riquezas

Estamos às voltas com tecnologias digitais com potencial de transformação de nossas vidas. A realidade transforma-se velozmente, a integração de novas tecnologias às transações cotidianas está e estará muito mais digitalizada ou desmaterializada. Efeitos reais na produção, consumo, política e trocas de sentimentos de todos os tipos navegarão na rede mundial.

E, falando na rede, ela passou a existir como um mundo efetivo, onde toda a realidade pode ser alcançada e transacionada na forma digital. Valores fundamentais à vida estão expostos na rede, assim como o mal que, infelizmente, muitas vezes está na “poli position”. Como exemplo temos a internet profunda, a “deep web”, que serve ao crime e às transações ilícitas.

Mas estes tipos de transações não são exclusivos da rede profunda. Sabemos muito bem que na web convencional o crime também se organiza e tem mostrado suas garras ininterruptamente.

Agora com a internet das coisas (internet of things – IOT), onde o Brasil lança seu Plano Nacional em Audiência Pública, sem dúvida haverá a associação às fábricas da indústria 4.0 e consequentemente na nova economia com alto índice de digitalização aplicada.

Novos moldes de automação muito mais complexos e com mínima intervenção humana utilizarão inteligência artificial, robótica, inteligência para aprendizagem de máquinas e humanos automatizadas. Isso, sem dúvida, expõe ainda mais os valores do mundo real a danos e perdas éticas e patrimoniais incalculáveis.

É necessário incrementos sucessivos de segurança em toda essa infraestrutura digital que se avizinha. É consenso mundial que exclusivamente com a criptografia um nível melhor de segurança é possível no meio digital.

O programa “Por dentro da Internet escura” da BBC também afirma o mesmo. Essa técnica baseada na matemática dos números primos, associada aos algoritmos sofisticados que cifram informações com níveis de segurança que são quase impossíveis de se decifrar são economicamente inviáveis para os criminosos.

O certificado digital atual é um produto de chaves criptográficas assimétricas, com curvas elípticas, que garantem a exclusiva segurança para o comércio e operações financeiras na economia digitalizada, o não repúdio de autoria, garantia de identidade do autor, integridade do conteúdo do documento assinado e criptografado e, portanto, a fidelidade de conteúdo quanto à origem de autoria.

Por fim e não menos importante, a validade jurídica, assim funcionando como se o documento eletrônico fosse em papel, com assinatura de próprio punho que é reconhecido na tecnologia usual antieconômica em papel.

O alto nível de automação em toda a economia digitalizada expõe a produção de riquezas a crimes cibernéticos, que só poderão ser mitigados com o uso de certificados digitais que embarcam criptografia em cada elo da cadeia, inclusive em equipamentos e agora na internet das coisas.

O certificado digital é um componente fundamental da nova revolução industrial da economia digitalizada e contribui para um mundo ambientalmente sustentável. E, para isso, a ICP-Brasil disponibiliza soluções de ponta da tecnologia com criptografia, com a melhor e mais atualizada segurança possível.

ancd.cangiano@gmail.com

Antonio Sérgio Cangiano, diretor da AssociaçãoNacional deCertificação Digital

Fonte: DCI